PlanejamentoReduzir custo

Nem contratos picados, nem um só chave na mão

Dividir a obra em contratos pequenos ou fechar tudo num único valor traz riscos opostos para o controle do custo.

Fonte SX · escrito e revisado pela equipe SX · curadoria técnica: Luan e Gilberto

O que considerar antes de começar

Defina contratos com escopo completo e preço travado, mas medidos por etapa, para manter o controle e a possibilidade de troca.

Por que isso importa?

Em contratos sucessivos, o empreiteiro compensa o prejuízo do anterior no seguinte; num contratão, não se sabe no meio da obra se pagou a mais ou a menos.

O que avaliar?

Pontos para conversar com quem projeta ou executa.

  • Como os contratos cobrem a obra sem lacunas
  • Se é possível trocar um contratado no meio da obra
  • Como medir o que já foi pago em cada contrato

Contexto e limites

A análise vale para obras em que os dois extremos fazem perder o controle do custo. Não há número ideal de contratos: o arranjo depende do porte e da complexidade da obra.

Detalhe construtivo · Organograma da obra em cinco contratos

  1. 1Dono como técnico do time: fornecedores do mesmo padrão
  2. 2Comissão (RT) do arquiteto combinada e registrada em contrato
  3. 3Engenheiro responsável se reporta ao arquiteto
  4. 4Da esquerda: fase grossa, acabamento, hidráulica, elétrica e pintura
  5. 5Reboco e contrapiso saem da fase grossa para a equipe de acabamento
  6. 6Valor de toda a mão de obra congelado antes do primeiro dia
  7. 7Serviços avulsos (corrimão, coifa) em combinados de 1 a 2 dias
  8. 8Mão de obra pesa ~40% do custo; 35% a 38% no altíssimo padrão
  • Do topo para a base: dono, arquiteto e engenheiro, os cinco contratos e os avulsos; à direita, o peso da mão de obra no custo.
  • Fixar a mão de obra de uma vez dá controle: quem contrata etapa por etapa fica refém de quem já sabe onde passa cada cano.
  • Equipes de fase grossa e de acabamento separadas: terminada a grossa, a equipe segue para outra obra.
  • Comissão do arquiteto é justa quando remunera serviço contínuo fora do contrato, como o projeto de marcenaria e a conferência de medidas; oculta, distorce a especificação.
  • Em obra de grande porte, uma gerenciadora do lado do cliente soma-se à construtora.

Esquema sem escala, não é projeto. Cotas com norma = leitura técnica da SX.

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