PlanejamentoReduzir custo

Vale administrar a própria obra?

Ser dono e executor da obra economiza a taxa da construtora, mas transfere a gestão e o risco para você.

Fonte SX · escrito e revisado pela equipe SX · curadoria técnica: Luan e Gilberto

O que considerar antes de começar

Avalie se você tem tempo, conhecimento e apoio técnico para coordenar compras, equipes e cronograma antes de assumir a obra.

Por que isso importa?

Quem administra a obra responde por prazos, qualidade e compras; sem experiência, os erros podem consumir a economia esperada.

O que avaliar?

Pontos para conversar com quem projeta ou executa.

  • Quanto tempo por semana você pode dedicar à obra
  • Que profissional técnico vai acompanhar a execução
  • Como contratar e fiscalizar cada equipe

Contexto e limites

Para a SX, boa parte da economia de «até 30%» atribuída à administração própria cabe na taxa de administração, de cerca de 10–15%; o saldo depende de conhecer compras, equipes e prazos.

Nota técnica SX

Conferida pela SX contra norma e prática de obra.

  • Tensão com me-gest-07 e com o modelo de contrato de me-gest-01: passa ao leigo a gestão, e o risco, que normalmente se paga a uma construtora. Boa parte dos «até 30%» atribuídos à administração própria cabe na margem de administração que deixa de ser paga.

    Base: Taxa de administração de construtora ≈ 10–15% (invexo.com.br/blog/obra-por-administracao)

Detalhe construtivo · Regimes de contratação comparados em índice de custo

  1. 1Custo direto igual nos três: material 6 + mão de obra 4 = 10
  2. 2Empreitada global: margem, reajuste e risco do material embutidos
  3. 3Contratão chave na mão: no meio da obra não se sabe se pagou a mais
  4. 4Empreitada parcial: empreiteiro só na mão de obra
  5. 5Administração: honorário de gestão de cerca de 10% do custo
  6. 6Honorário em valor fechado, em parcelas iguais ao longo da obra
  7. 7Nota fiscal de todo material no CPF do dono
  8. 8Padrão mais alto pede mais: pedreiro com engenheiro, empreiteiro, construtora
  • Barras na proporção dos índices de custo. Cinza: material; teal: mão de obra; navy: margem e risco do construtor (na administração, o honorário).
  • O custo direto não muda com o arranjo jurídico, só a margem e o risco; quem cobra taxa de administração não pode ter margem no restante.
  • Nem contratinhos sucessivos (fundação, laje, alvenaria): sem teto, o prejuízo de um combinado volta no seguinte.
  • Estrutura e infraestrutura de primeira em qualquer regime: o que encarece a obra é o acabamento.
  • Atenção: na administração o preço final não é fechado e o estouro fica com o dono; administrar sozinho («dono e executor») soma a isso a gestão que o honorário remunera.

Esquema sem escala, não é projeto. Cotas com norma = leitura técnica da SX.

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