Onde arriscar soluções fora do comum
Soluções fora do lugar comum fazem mais sentido na obra própria, onde o risco é seu, do que na obra de um cliente.
Fonte SX · escrito e revisado pela equipe SX · curadoria técnica: Luan e Gilberto
O que considerar antes de começar
Defina, para cada obra, quem banca o risco das escolhas incomuns e execute com o mesmo capricho as decisões do cliente, mesmo as de que você discorda.
Por que isso importa?
Romper com o padrão de mercado arrisca dinheiro: na obra do cliente, um erro afeta a relação e a reputação; na própria, o aprendizado fica com quem pagou.
O que avaliar?
Pontos para conversar com quem projeta ou executa.
- Que ideias novas você quer testar e em qual obra
- Como registrar com o cliente as escolhas de que você discorda
- Quanto do orçamento próprio pode ir para experimentos
Contexto e limites
É uma estratégia de gestão do risco: soluções incomuns cabem onde quem paga aceita o risco. Na obra de cliente, registre por escrito as escolhas de que você discorda.
Detalhe construtivo · Do cliente à obra própria: trilha profissional
- 1Base: escritório de cerca de 6 m², só a estrutura que precisa
- 2Arquiteto e engenheiro já têm «a faca e o queijo» para construir
- 3Obra de cliente: administração, projeto ou laudo
- 4Serviço desgasta: ele mapeou 90% do tempo sem remuneração
- 5Obra própria para venda: duas rendem como cinco ou seis de cliente
- 6Sistema novo cedo: quem só projeta alvenaria sai em 10 a 15 anos
- 7Equipe, fornecedores e projetista fidelizados para o sistema
- 8Juros altos: hora de montar equipe e captar investidores
- Quando os juros caem, quem já montou equipe, fornecedores e marca está «dez passos à frente» [mt-inv-33].
- Para entrar no alto padrão: posicionamento, preço e modelo de negócio [mt-car-05].
- Atenção: na obra própria o capital, o prazo de venda e o risco de mercado ficam com o profissional; o retorno maior remunera esse risco [mt-inv-04].
Esquema sem escala, não é projeto. Cotas com norma = leitura técnica da SX.