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Fornecedores e prestadores como cotistas

Empreiteiros e fornecedores podem entrar no grupo aportando serviço ou material em vez de dinheiro.

Fonte SX · escrito e revisado pela equipe SX · curadoria técnica: Luan e Gilberto

O que considerar antes de começar

Defina como o aporte em material ou serviço será avaliado em cotas e registre no contrato o valor, o prazo de entrega e a qualidade exigida.

Por que isso importa?

O fornecedor transforma o próprio produto em participação no lucro e a obra precisa de menos caixa; sem critério de avaliação, o aporte pode ser superestimado.

O que avaliar?

Pontos para conversar com quem projeta ou executa.

  • Como o material ou serviço aportado será valorado
  • Prazo e qualidade de entrega exigidos do cotista
  • O que acontece se o aporte atrasar

Contexto e limites

Exemplo de referência: esquadria de R$ 100.000, que custa R$ 70.000 ao fornecedor, poderia render R$ 150.000 no fim. O retorno depende da venda da casa e não é garantido.

Detalhe construtivo · Grupo de investidores em cotas numa SCP

  1. 110 cotas de R$ 50.000, de parentes e amigos com dinheiro parado
  2. 2Cota em esquadria de R$ 100.000: custa R$ 70.000, volta R$ 150.000
  3. 3SCP: sem junta comercial, deixa entrar e sair gente e captar depois
  4. 4Contrato de cotas: o sócio ostensivo é quem aparece nele
  5. 5Casa de custo R$ 500.000 e 7 a 8 meses de obra
  6. 6Anúncio a R$ 850.000: lucro de ~R$ 300.000
  7. 7Idealizador fica com ~30% do lucro líquido
  8. 8O restante é dividido entre os cotistas, por cota
  • Quem não tem capital pode aportar a administração, paga no fim pelo lucro [mt-inv-02].
  • Dividir o capital em várias operações com sócios dilui o risco [mt-inv-07].
  • Atenção: a SCP não vai à junta, mas tem CNPJ, escrituração e tributos, e só o sócio ostensivo responde perante terceiros; assine o contrato antes de receber dinheiro [Código Civil, arts. 991–996].
  • Atenção: captar cotas fora do círculo pessoal, com promessa de retorno, pode ser oferta pública de investimento coletivo, sujeita à CVM [Lei 6.385/1976].

Esquema sem escala, não é projeto. Cotas com norma = leitura técnica da SX.

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