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Véu d'água sobre vidro: peça inteira e reservatório certo
Entenda os dois pontos que fazem o efeito de cascata funcionar sem falhas.
Fonte SX · escrito e revisado pela equipe SX · curadoria técnica: Luan e Gilberto
O que considerar no projeto
Defina o vidro do véu em peça única e confira com o projetista hidráulico se o espelho d'água comporta o fluxo constante.
Por que isso importa?
Qualquer emenda interrompe a lâmina que escorre, e um reservatório subdimensionado não sustenta a circulação contínua, comprometendo o efeito pretendido.
O que avaliar?
Pontos para conversar com quem projeta ou executa.
- Se o tamanho do vidro permite fabricar e transportar uma peça única
- Qual vazão a bomba precisa manter
- Como o espelho d'água recebe e devolve a água
Contexto e limites
Vale para véus de água sobre vidro; outras formas de queda d'água têm exigências próprias. O tamanho máximo do vidro e a vazão devem ser confirmados com o fornecedor e o projetista hidráulico.
Detalhe construtivo · Borda infinita com calha-reservatório
- 1Concreto armado da piscina e da calha, com impermeabilização contínua
- 2Retorno à casa de máquinas; caixa d'água extra se a calha não couber
- 3Calha de compensação: volume = área da piscina × 10 cm
- 4Pedra lisa por dentro, toda submersa, sem faixa seca de outra cor
- 5Vertedouro em nível: a lâmina transborda por igual sobre a parede
- 6Face da cascata em pedra bruta: seca, tem o tom da molhada
- 7Só vale quando a lâmina emenda com o horizonte e os tons combinam
- Sem o volume da calha o sistema não funciona: ela guarda a água que sai da piscina.
- A face da cascata e o topo do vertedouro ficam sempre molhados: a impermeabilização envolve a parede inteira até a calha.
- Com muro ou outra casa atrás, o efeito infinito é praticamente impossível.
- Véu d'água sobre vidro pede vidro inteiro, sem emenda, e espelho d'água que aguente o fluxo.
Esquema sem escala, não é projeto. Cotas com norma = leitura técnica da SX.