O escoramento proposto é o necessário?
Saiba questionar um esquema de escoramento maior do que a obra pede.
Fonte SX · escrito e revisado pela equipe SX · curadoria técnica: Luan e Gilberto
O que considerar na obra
Confira se há torres de escoramento onde não precisam e peça à empresa que refaça o esquema; em casas simples, avalie escora metálica com topo de madeira.
Por que isso importa?
Escoramento é alugado por peça e por tempo; um esquema maior que o necessário encarece a estrutura sem mudar o resultado final.
O que avaliar?
Pontos para conversar com quem projeta ou executa.
- Onde as torres são de fato exigidas pela carga
- Se escoras metálicas simples atendem aos trechos mais leves
- Quem aprova o esquema revisado antes da montagem
Contexto e limites
O escoramento é um item caro, sobretudo quando vigas metálicas são alugadas em toda a obra. Reduzir escoras só com aprovação do responsável pela estrutura: escoramento insuficiente é risco de segurança.
Detalhe construtivo · Forma e escoramento com escora metálica
- 1Pranchão de madeira sob cada escora, para distribuir a carga
- 2Escora metálica vertical alugada: locação de R$ 40-60 mil
- 3Longarina e travessas de madeira no topo da escora metálica
- 4Chapa de madeirite: forma da laje
- 5Madeira de forma: R$ 40-60 mil numa casa de 400-500 m²
- 6Concreto de desforma em 7 dias, não 28: metade da locação
- 7Torre tracejada onde basta escora: peça para refazer o esquema
- Forma e escoramento entram no orçamento desde o início; sistemas autoportantes eliminam os dois.
- Em casa mais simples, a escora metálica tradicional com a parte de cima em madeira resolve.
- Atenção: desforma e retirada de escoras seguem o plano do projetista e a resistência comprovada em corpos de prova, não só a idade do concreto; laje e viga costumam pedir reescoramento (NBR 14931).
Esquema sem escala, não é projeto. Cotas com norma = leitura técnica da SX.